7ª Noite da Novena em honra ao Divino Espírito Santo

A noite da quinta-feira dia 06 de junho, novamente teve a igreja lotada de fiéis que participaram da 7ª noite da novena em honra ao Divino Espírito Santo, a qual foi presidida pelo Pe. Ari dos Reis, e co-celebrada pelo Pe. Mateus Danieli e Pe. João Gheno Neto, e teve como tema: Missão, além-Fronteiras.

Em uma homilia profunda, Pe. Ari nos trouxe presente a recordação da vida, devemos Vibrar com as boas notícias que vem da vida e missão da Igreja: assim como no encontro do papa com os Juízes. Ele afirma que a justiça se compromete com a democracia e não há democracia com fome e miséria. Nesta semana também vivemos a semana do meio ambiente e o marco que foi a Encíclica Laudato Si: somos responsáveis em cuidar da nossa casa comum para nós e para as gerações futuras, vivemos também a semana de Oração pela Unidade cristã: existem muito mais princípios que nos unem do que nos dividem. Deus que em sua graça tem transformado o mundo nos convida a acolher, dialogar e aceitar as transformações que o diferente provoca na nossa vida de fé. Somos uma comunidade que se reúne para celebrar o Espírito Santo. Saímos de nossas casas para nos encontrarmos com pessoas que professam a mesma fé. É bom sair, Francisco pede uma Igreja em saída. Sair e desacomodar-se.

Olhando a Palavra de Deus, lembremos que a acolhida ao Espírito Santo nos faz missionários. Os discípulos e comunidade cristã, que se somava aos discípulos, ao receberem o Espírito Santo, sentiram-se impelidos à missão, a sair. E isto fez muito bem para eles. Hoje somos convidados a sair, não só fisicamente, mas sair também existencialmente, para encontrar-se com o outro, com o diferente, para além das fronteiras geográficas, para além das fronteiras existenciais. Permite que vejamos a vida a partir de outras perspectivas. As leituras desta noite nos ajudam a compreender este desafio missionário.

Na passagem dos Atos dos apóstolos temos a missão de Paulo, que acolhe novas vocações e tem a preocupação de dialogar com as sensibilidades locais em vista do anúncio do evangelho. O ser missionário exige a paciência, a observação, a capacidade de escuta e a compreensão do é considerado importante na vida do outro. No Evangelho Jesus pede para que avancem para as águas mais profundas. Este texto de Lucas é narrado logo após a apresentação do Programa de Jesus na Sinagoga, quando ele disse o que deveria fazer em nome do Pai que o enviara. Na sinagoga teve problemas. A beira do Lago de Genesaré, o lugar do encontro e da luta pela sobrevivência de muitos Jesus continuou anunciando a Palavra. O texto diz que Ele ensinava as multidões.

Defronta-se com uma situação preocupante, o grupo de pescadores lavavam as redes depois de uma pesca infrutífera. Trabalharam a noite toda e nada conseguiram. Ao perceber a dificuldade o Mestre pediu que lançassem as redes, mas de um modo diferente. Pediu que avançassem para as águas mais profundas.

Certamente Pedro torceu o nariz para aquele pedido. Ele era pescador experiente e jesus não era. Mas palavra de Jesus teve uma força maior. Pedro retrucou mas disse “por causa da tua Palavra”. A palavra escutada e obedecida gerou a transformação e a pesca foi volumosa. Pegaram muitos peixes. Mas Jesus queria mais; convidou o grupo a pescar não peixes, mas homens. Fariam isso nos mares da vida. Em lugares difíceis, onde a vida estava ameaçada. Avançariam novamente para as águas mais profundas, contudo com a missão de evangelizar.  Não deveriam ter medo, apesar das dificuldades.

Olhando nossa missão, a primeira leitura e o evangelho convidam a comunidade cristã a acolher com alegria o espírito missionário. Neste devemos saber que não estamos prontos mas vamos aprendendo no caminho sendo sensíveis e acolhedores aos sinais que o Espírito deixa. Paulo nos ensina isso.

A missão se faz a partir da Palavra. Pela Palavra Jesus ensinava a anunciava o evangelho e ensinava as multidões. Pela força da Palavra convenceu Pedro e os discípulos a mudarem a forma de pescar. Usou a Palavra para convidá-los a outro passo na sua vida, a vida missionária. Precisamos ter a paciência de escutar e acolher esta Palavra, sopro do Espírito Santo e fruto do amor de Deus. E num segundo momento compreender as provocações que nos traz. Quem sabe esta palavra nos provoque em nós a coragem de uma vida missionária além-fronteiras? É o convite a santidade, porque, é neste mundo, escutando a Palavra que construiremos uma vida santa.

Como os discípulos fizeram aprendamos a confiar em Jesus e na força do Espírito Santo. Eles nos guiam e nos amparam quando procuramos, apesar da na pequenez e limitações fazer a sua vontade.

A missão além-fronteiras, sair para ajudar que outros vivam o encontro com Jesus é parte da vida da Igreja. E ela acontece dentre outras coisas na escuta da Palavra e na acolhida da luz do Espírito Santo.

Ainda na noite de quinta-feira, tivemos a escolha do novo casal de imperadores, onde após uma certa expectativa foi revelado o nome de Rui Luiz Toso e Andréia Toso da comunidade Santo Antônio, parabéns aos novos Imperadores do Divino Espírito Santo.

Informações

Júlio César Rossoni

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