Segunda noite do tríduo em honra ao Sagrado Coração De Jesus

Muitos fiéis estiveram presentes na capela do bairro Sommer na noite de quinta-feira dia 28 de junho para celebrarem a segunda noite do tríduo em honra ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro do bairro e também os jovens crismandos realizaram a renovação das promessas do batismo.

Durante sua pregação, Pe. Mateus falou sobre a liturgia deste dia Gn 16,1-12.15-16, a qual nos conta sobre a vida de Sarai e Abrão, Abrão e Agar; e aqui temos que interpreta o texto da forma como ele quer nos falar e não na forma literal, conforme está escrito. Se atentarmos ao que o texto nos diz, percebemos que ele nos mostra a divisão do povo, pois termos o povo de Abrão com Sarai e o povo de Abrão com Agar.

Quando acontece uma divisão no povo, fica muito difícil unir novamente, a exemplo dos rompimentos familiares, comunitários, rompimentos na área profissional, na área da política, quando acontece esse tipo de divisão fica quase que impossível unir novamente, e este é o real significado do texto que ouvimos na liturgia de hoje, pois o plano de Deus para Abrão era que ele formasse um único povo, porém Abrão não teve paciência de espera o tempo de Deus e então acontece uma traição, um rompimento; e nós cristãos não podemos gerar o rompimento, nós devemos gerar a unidade.

Já o Evangelho Mt 7,21-29, que fala da construção da casa sobre a areia e outra sobre rocha. Temos também que entender o que Jesus quer nos falar, e Ele nos coloca isso centrado na Palavra. Jesus diz: quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo. Então começamos a entender o que diz essa passagem; nós construímos a nossa vida sobre o fundamento forte se ouvirmos a palavra e a praticarmos; porém se ouvirmos a palavra e não a colocarmos em prática, cometemos aqui o pecado da divisão, acreditamos em uma coisa porém seguimos outra. E aqui cabe a reflexão que estes tipos de atitudes estão bem presentes dentro das nossas famílias, da nossa comunidade, na Igreja tanto a católica quanto de outras religiões. As pessoas ouvem a palavra da missa, do culto, porém não a coloca em prática, pois Jesus diz: Amar o próximo como a si mesmo, amar o inimigo, rezar por aquele que te persegue e quer te fazer o mal, e o que fizemos?, saímos da celebração e logo dizemos que a solução para tudo está em uma arma.

Por que não temos uma política forte de desarmamento para todos, não somente para alguns, para todos, pois os impostos das armas não é investido em educação, saúde. Não vemos construção de escolas ou hospitais com o dinheiro arrecadado na venda de armas. É chegada a hora de parar e pensar quanto dinheiro já foi investido em guerras no mundo?, alguém está ganhando dinheiro com a indústria de armas. Quanto foi investido na 1ª e 2ª guerra mundial, a guerra na Síria que não acaba nunca, quanto se gasta para armar as pessoas, porém não se tem dinheiro para investir em educação, saúde ou para alimentar as pessoas famintas do mundo inteiro.

E aqui refletimos o que Madre Teresa, em meados dos anos 90, conta em um fórum da ONU, onde ela encontra uma menina na rua e deu um pão para ela, e a menina não queria comer o pão, ela pegava somente as migalhas e colocava na boca, então Madre Teresa pede por que ela não quer comer, e a menina diz que tem medo que se ela comer, o pão acabe.

Enquanto isso, o nosso mundo investe pesado em armas, em guerras, e não consegue combater a fome do mundo. Nós não temos a mínima força para combater a fome. E nós cristãos ainda não aprendemos a dividir, pois o alimento que sobra em pecado nas nossas mesas, é aquele alimento que falta para quem não tem pão em casa. Quantas vezes ouvimos nossos jovens chegar em casa e dizer: só tem isso pra comer?, não tem outra coisa?, isso não é comida, isso eu não gosto…

Então, ouvir a palavra e a pôr em prática é o caminho, se nós cristãos fizermos isso chegaremos ao que Jesus quer que façamos. Porém tem muitos que ainda escutam a palavra e não a seguem, não estão construindo sua casa sobre a rocha.

Informações

Júlio César Rossoni

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